Lá no oratório, envolto em bandeirinhas
São João Batista, inquieto, quer rojão.
Bem em mim, sacudindo em agonia,
Um coração arreliado quer consolo.
Do peito à boca,
corre o eco do "não foi",
Teimando rouco,
embriagado, pra ainda ser.
E São João, que é santo bom, lá está cativo
Olhando a festa com vontade de pular.
Também meus olhos são reféns de você,
Do seu sorriso e versos tropos.
Buscando vultos perambulando a cantar,
Aquecendo as lágrimas na fogueira que crepita,
Rogo ao pastor sagrado que me ensine a domar
As intempéries desse descompassado coração.
E São João, que é santo bom, lá está cativo
Olhando a festa com vontade de pular.
Também meus olhos são reféns de você,
Do seu sorriso e versos tropos.
Buscando vultos perambulando a cantar,
Aquecendo as lágrimas na fogueira que crepita,
Rogo ao pastor sagrado que me ensine a domar
As intempéries desse descompassado coração.
Erika Pók Ribeiro

